A reação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, de proibir e censurar entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Folha de S.Paulo, foi imediata. Para a professora de Direito da UFRJ, Carol Proner, o magistrado frustra, assim, o "sacrossanto direito à liberdade de expressão". Já o jornalista Kennedy Alencar escreveu que a determinação de Fux é "típica das ditaduras". 

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"A decisão de Fux é típica de ditaduras que fazem do Judiciário um simulacro de poder", escreve Alencar em seu blog. Seundo ele, é fundamental que o plenário do STF se manifeste a respeito do tema. "A democracia e a liberdade de imprensa sofreram grave afronta nesta noite. Quem aplaude hoje pode lamentar amanhã", completou.

Carol Proner, doutora em Direito, professora da UFRJ e diretora do Instituo Joaquín Herrera Flores – IJHF, usou seu perfil no Facebook, para dizer que Fux atendeu a um pedido ilegítimo, reforçando a necessidade urgente de uma reforma no Judiciário.

"Por que o Ministro Fux (o pai da Marianna) fez isso com ele mesmo? Exercendo, em substituição, o cargo de Presidente do STF, Luiz Fux faz algo inovador: atende a um pedido ilegítimo de parte (somente pessoa jurídica de direito público poderia pedir a suspensão da liminar) e censura, de forma nunca vista na Corte, a decisão de um colega Ministro para frustrar o sacrossanto direito à liberdade de imprensa. Vamos acumulando motivos para a urgente reforma do judiciário", escreveu Proner.




Do Portal Vermelho, 1 de outubro de 2018.