Se os deputados insatisfeitos com as mudanças no pagamento da contribuição sindical quiserem derrubar a medida provisória sobre o tema (MP 873), terão que votar a favor da reforma previdenciária. É nessa linha que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), será aconselhado a levar a negociação com os partidos dentro do Congresso. No Coluna Brasília-DF / Denise Rothenburg (Correio Braziliense)

maia moeda de troca

Porém, se o presidente Jair Bolsonaro (PSL) insistir que não há hipótese de voltar atrás nessa questão — e tudo indica que não haja — ele que se resolva com os partidos e com as batalhas judiciais que virão na seara sindical. Essa negociação em troca da reforma é o máximo a que os potenciais aliados do governo na Câmara aceitam chegar.

A MP 873 é vista entre os congressistas como algo que chega ao Parlamento em péssima hora, momento da negociação da reforma previdenciária. O governo sequer consultou Rodrigo Maia ou os líderes a respeito, embora tenha recebido os congressistas na semana passada.

Assim, se o governo não acha que deve dar satisfação dos seus atos, os congressistas também não se sentem na obrigação de aprová-los. Moral da história: o Carnaval nem terminou e o governo já se vê em outra confusão.

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