Os dirigentes das Centrais Sindicais se reuniram na segunda-feira, 6, na sede da Força Sindical, para discutir a preparação para a Greve Geral convocada para o dia 14 de junho.

Por Hora do Povo 

 
Centrais se reuniram na sede da Força Sindical. Foto: Jaélcio Santana

De acordo com as Centrais, o 1º de Maio, que levou milhares de pessoas às ruas em diversos estados, demonstrou a força dos trabalhadores na batalha contra a reforma da Previdência pretendida por Bolsonaro.

“Estamos plenamente envolvidos na defesa da Seguridade Social, da Previdência Pública e do direito de a população de aposentar com dignidade e segurança. Somos, então, totalmente contrários à reforma da Previdência do governo em tramitação no Congresso. É uma proposta que mantém privilégios, não combate desigualdades e só prejudica a classe trabalhadora e os setores sociais menos protegidos”, afirma Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

“Vamos mobilizar as bases com o propósito de realizar uma paralisação ainda mais ampla do que em 28 de abril de 2017, que foi considerada por muitos observadores como a maior greve geral da história do movimento sindical brasileiro”, afirmou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

Assembleias nos locais de trabalho, a intensificação da coleta de assinaturas contra o desmonte da Previdência e manifestações estão entre as ações aprovadas pelas Centrais para o próximo período. As Centrais também aprovaram total apoio à greve da Educação marcada para o dia 15 de maio contra os cortes das verbas das universidades.

Para o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas, “o 1º de Maio foi um estrondoso sucesso. Mais de 1 milhão de trabalhadores tomaram as ruas do Brasil contra o desmonte da previdência. Só em São Paulo foram 200 mil no Anhangabaú que de mãos erguidas aprovaram a realização de Greve Geral contra fim das aposentadorias e em defesa da previdência social e pública”.

Membro da Secretaria Executiva Nacional da Conlutas, Atnágoras Lopes, ressaltou que o processo unitário é fundamental para realizarmos uma forte Greve Geral. “Sem recuar de nossas opiniões ou expectativas, nos juntamos contra a reforma da Previdência. Precisamos fortalecer esse eixo, e considero que a solidez dessa nossa unidade se constrói com transparência, e não escondendo as diferenças. Pensamos diferentes, mas somos capazes de construir unidade mesmo a partir delas. Só assim será possível realizar a Greve Geral”, complementou.

“Não somente em São Paulo, mas também em outros locais, como em Fortaleza, por exemplo, tivemos atos muito expressivos. E isso tem se dado nos últimos anos, seja pela conjuntura ou pela unidade agora, possibilitando atos de 1° de Maio de mais força”, avaliou o dirigente.

Nos próximos dias, as centrais irão se reunir lideranças dos movimentos sociais, das categorias do setor de transportes – rodoviários, metroviários e caminhoneiros – além de reuniões com lideranças dos movimentos sociais para fortalecer a construção da Greve em 14 de junho.
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