Presidente condicionou pagamento à autorização expressa do trabalhador

SÃO PAULO

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste domingo (3) que a aprovação da medida provisória para restringir a cobrança da contribuição sindical exige fiscalização.

Na sexta-feira (1º), Bolsonaro publicou uma MP que exige a autorização expressa do trabalhador para a cobrança da contribuição sindical. A taxa deixou de ser obrigatória após a reforma trabalhista promovida pelo governo Michel Temer (MDB).

"Assinamos a MP 873, que tem prazo de 120 dias para ser apreciada pelo Congresso ou perde validade, criando o pagamento de contribuição sindical somente mediante boleto bancário individual do trabalhador, o que não agradou a líderes sindicais", escreveu em sua conta no Twitter.

Jair M. Bolsonaro 
@jairbolsonaro

Assinamos a MP 873 que tem prazo de 120 dias para ser apreciada pelo Congresso ou perde validade, criando o pagamento de contribuição sindical somente mediante boleto bancário individual do trabalhador, o que não agradou a líderes sindicais.

Em seguida, ele traçou cenários para debate do texto no Congresso e disse que é necessária fiscalização. 

"O Brasil precisa estar atento, pois todo dia é um jogo de xadrez", afirmou.

Pela MP, o pagamento terá que ser via boleto bancário a ser enviado para a residência do empregado ou via guia eletrônica para recolhimento do imposto. A mudança ocorre às vésperas de os trabalhadores escolherem se querem ou não pagar o imposto que financia os sindicatos, o governo Bolsonaro editou uma medida provisória (MP) mudando regras para fazer a contribuição.

Folha de S.Paulo