Em transmissão na última quinta, Bolsonaro fez piadas gordofóbicas, misóginas, apoiou o trabalho infantil e a sexualização das crianças

(Foto: Reprodução)

“Uma vergonha”. Foi assim que o vice-líder do PCdoB, deputado Márcio Jerry (MA) classificou a live feita de Jair Bolsonaro ao lado da youtuber mirim Esther, de apenas 10 anos, transmitida na noite da quinta-feira (10).

Durante a tradicional transmissão voltada a aliados, o presidente fez piadas gordofóbicas, misóginas, apoiou o trabalho infantil e a sexualização das crianças. Diante de um cenário de recessão e milhares de mortos pela Covid-19, ele deu gargalhadas para o deleite de assessores e apoiadores.

“Deixa a molecada trabalhar”, diz Bolsonaro sobre trabalho infantil. “Deixa o moleque trabalhar, poxa. Eu trabalhei. Outro dia eu falei que aprendi a dirigir com 12 anos de idade. Eu já engraxei sapatos. Molecada quer trabalhar, trabalha”, completou. O trabalho infantil é proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que só autoriza a categoria aprendiz a partir de 14 anos.

“Um depravado, uma vergonha. Que ser mais desqualificado”, resumiu o deputado maranhense.

Coleção de polêmicas de Bolsonaro

A criança é uma influenciadora das redes sociais que ficou famosa nas redes sociais ainda em 2018, quando entrevistou Bolsonaro em uma festa de rodeio no município de Barreto, em São Paulo, durante a pré-campanha presidencial. Ela já fazia vídeos conversando com cantores e artistas famosos. Foi com ela que Bolsonaro iniciou a conversa preconceituosa contra pessoas gordas.

Na mesma live, o presidente voltou a questionar a obrigatoriedade das pessoas se vacinarem contra a Covid-19. A declaração, no entanto, contrasta com uma lei sancionada pelo próprio presidente em fevereiro deste ano, que permite a vacinação compulsória como forma de enfrentar a pandemia.

Vermelho