O dólar encosta em R$ 4,80 e leva o Banco Central a torra mais US$ 3 bilhões das reservas internacionais para conter a disparada da moeda americana

Manifestação contra dólar alto e pelo impeachment de Dilma

Com a desconfiança na capacidade do governo para domara a crise aumentando, além do clima de catastrofismo provocado pelo coronavírus e a queda nos preços do petróleo, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) despencou e o dólar disparou, batendo novo recorde nesta segunda-feira (9). Foi a 12ª alta consecutiva da moeda, que chegou perto dos R$ 5.

A alta da moeda americana, que encostou em R$ 4,80 pela manhã, levou o Banco Central a torrar mais dólares das nossas reservas internacionais para tentar conter a disparada do dólar. O BC informou que vendeu US$ 3 bilhões à vista das reservas.

Em meio à crescente desconfiança, o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, desabou 10% logo na abertura – o que provocou a interrupção das negociações (circuit breaker). O pânico se instalou nos mercados.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) registrou o clima de turbulência em suas redes sociais. “Apertem os cintos que a coisa está ficando muito feia. Pior ainda que estamos à deriva, com um presidente inepto e um governo sem rumo”, escreveu no Twitter.

Segundo o parlamentar, é visível como a “deterioração econômica do país se agrava a cada dia”. Ele prevê que, caso o Brasil siga nesta trajetória, “teremos mais um ano perdido, com gravíssimas consequências sociais”.

Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder na Minoria na Câmara, o impacto da crise mundial do petróleo e do coronavírus será mais severo para os brasileiros mais pobres “por causa da fragilidade que a economia brasileira ficou num desgoverno Bolsonaro-Guedes”.

O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) também registrou em sua conta no Twitter a venda pelo Banco Central de US$ 3 bilhões de reservas para tentar conter a alta do dólar.

Após um início de ano de maior otimismo sobre as perspectivas para a economia brasileira, caem também as projeções de crescimento do PIB 2020.

Os analistas financeiros reduziram, pela primeira vez, a estimativa de crescimento da economia brasileira para um patamar abaixo de 2% em 2020, segundo pesquisa Focus divulgada nesta segunda pelo BC.

PCdoB na Câmara