Com a chegada das convenções, que começam em três semanas, finalmente deve começar a ficar claro quem realmente é candidato ao Senado e quem estava apenas blefando para conseguir mídia. A aposta dos partidos é que haja pelo menos três desistências nos próximos dias.

Atualmente, há uma boa dúzia de candidatos ao Senado no Paraná. Algumas candidaturas parecem irreversíveis, principalmente as dos ex-governadores (e em certo sentido favoritos) Beto Richa e Roberto Requião. A pergunta é quem realmente gastará cacife para enfrentá-los.

A candidatura que parece mais firme dentre as dos deputados federais é a de Alex Canziani, que aposta no segundo voto de Beto Richa.

Os outros dois federais estão em situações bem diferentes: Christiane Yared aparentemente quer mesmo sair, mas a dúvida é se não será enquadrada pelo PR, que prefere um pássaro na mão (ela eleita deputada) do que dois voando.

Já Takayama, outro nome ligado a Ratinho Jr., segundo a leitura de muitos, estaria apenas surfando na pré-candidatura para botar seu nome em evidência. Mas, no fim das contas, deve mesmo sair para deputado novamente.

Quem já praticamente admitiu que está fora da disputa é Ney Leprevost, que deve trocar a Assembleia por Brasília, mas como deputado.

Com essas possíveis desistências, Ratinho ficaria livre para negociar as vagas para o Senado com outros partidos – talvez até colocando empresários nas vagas, o que ajudaria em seu discurso. Uma aposta forte é em Fernando Francischini, que aparentemente está mesmo disposto a ir em frente com a candidatura.

A grande dúvida é quem ficará na chapa de Osmar Dias. A aposta é em Roberto Requião, mas os dois ainda não se acertaram. Se não for Requião, Gustavo Fruet assumiria o risco de uma campanha difícil como essa? Até faria sentido, porque se ele perder, bota o nome lá em cima para disputar a prefeitura de novo.

Tudo a ser decidido nos próximos dias.

Fonte: Gazeta do Povo, 29 de junho de 2018.