Com uma agenda baseada no corte de direitos e investimentos, o governo Jair Bolsonaro aumentou a desigualdade no País. De acordo com análise do Ipea, os rendimentos médios mensais das famílias mais ricas cresceram 1,52% na comparação com o segundo trimestre de 2018. Para as mais pobres, houve queda de 1,43%

247 - Com uma agenda baseada no corte de direitos e investimentos, o governo Jair Bolsonaro aumentou a desigualdade no País. De acordo com análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada nesta quarta-feira (18), os rendimentos médios mensais das famílias mais ricas cresceram 1,52% na comparação com o segundo trimestre de 2018. Para as mais pobres, houve queda de 1,43%. No primeiro semestre do ano, a população de renda alta já havia apresentado um crescimento de 2,48% em seus ganhos, e mais pobres aumentaram somente em 0,1%.

O Ipea considera a população de renda muito baixa aquela com rendimentos inferiores a R$ 1.628,70. Nas de renda alta os ganhos superam R$ 16.391,58. O desemprego ainda continua elevado, com uma taxa de 11,8%, o que representa quase 13 milhões de desempregados. 

"De forma mais concreta, enquanto no primeiro trimestre de 2019 a renda domiciliar do trabalho da faixa de renda alta era 30,1 vezes maior que a da faixa de renda muito baixa, no segundo trimestre a renda domiciliar da faixa mais alta era 30,5 vezes maior, praticamente igualando o pico da série histórica (30,6) atingido no terceiro trimestre de 2018", escrevem os pesquisadores do Ipea no estudo.

O número de empregados sem carteira assinada atingiu 11,7 milhões no trimestre encerrado em julho, enquanto os trabalhadores por conta própria —cuja maior parte não tem CNPJ— chegaram a 24,2 milhões, informou o IBGE  (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no fim de agosto. São mais de 35 milhões de trabalhadores na informalidade. 

O desemprego só não está maior por causa do grande número de pessoas sem direitos trabalhistas, porém ocupadas no mercado. , porém sem direitos trabalhistas. Maria Andreia Parente ressaltou o aumento da informalidade no setor de trabalho.

"O que puxa é o trabalho informal, sem carteira e por conta própria", disse Maria Andreia Parente, técnica de planejamento do Ipea. "Estamos com um momento forte de ocupação, a taxa de desemprego cai, mas poderia estar caindo mais", disse a técnica do Ipea.

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