O caminho para enfrentar essa escalada autoritária, em defesa do regime democrático e das liberdades, une amplos setores da sociedade.

 
O presidente Jair Bolsonaro, em discurso no estado do Piauí, voltou a fazer ameaças aos comunistas e à esquerda em geral, com o claro intuito de fomentar intolerância e ódios, uma prática recorrente da sua escalada autoritária. Ele se vale do recurso ao surrado anticomunismo e dos ataques aos “socialistas” como justificativa para ações truculentas, como ameaças à liberdade de expressão, a jornalistas, cientistas, artistas, governadores e representantes de organizações e partidos políticos. 

Em seu desvario, Bolsonaro foi ao extremo de atacar uma nação amiga do Brasil, a Argentina, vilipendiando representativas lideranças daquele país. Ele se vale desse discurso típico dos porões da ditadura militar, enfatizando os termos “comunista” e “socialista”, como forma de tentar criar cortina de fumaça e ocultar seus reais objetivos. 

A experiência mostra que quando surgem intenções de atacar e restringir as liberdades, os comunistas são os primeiros a serem ameaçados. Assim surgiram os regimes tirânicos que cerceiam as liberdades do povo e sepultaram as democracias. Agora, Bolsonaro volta à prática, com declarações que ferem profundamente a Constituição. 

As forças democráticas, como alvos e vítimas desses ataques, sempre se levantam para repelir tais ameaças. A história agora se repete. Mais uma vez, com a atitude agressiva e despudorada de Bolsonaro, esses ataques devem ser respondidos com amplitude, sagacidade e firmeza. 

O caminho para enfrentar essa escalada autoritária já está em construção. Personalidades, lideranças de diversos setores da sociedade, veículos da imprensa, parlamentares de um amplíssimo leque de partidos políticos e o povo com seus movimentos e entidades se manifestam, se movimentam contra o arbítrio bolsonarista, convergindo no leito de uma ampla frente em defesa do regime democrático e das liberdades.

Vermelho/Da Redação