Por G1

A indústria brasileira perdeu ritmo, e deve fechar o ano com crescimento de 1,1%, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A taxa é quase um terço da estimada em dezembro, quando o setor esperava uma expansão de 3% para este ano.

A entidade aponta que a expressiva melhora das expectativas para a economia observada no período pós-eleições não se refletiu na atividade produtiva deste início de ano, que seguiu fraca.

O baixo crescimento vem na esteira de uma maior percepção de que a tramitação das reformas estruturais da economia brasileira – como a reforma da Previdência – será mais complexa e demorada do que se imaginava.

"O atraso na tramitação da reforma da Previdência dificulta avanços substantivos na discussão da reforma tributária. A racionalização do sistema tributário é condição necessária para eliminar distorções, reduzir custos e aumentar a competitividade do país", diz a CNI.

E as expectativas ainda podem piorar. No Informe Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11), a CNI diz que o viés da estimativa é de baixa – ou seja, é mais provável uma revisão deste número para baixo que o contrário.

Crescimento fraco

A CNI também revisou suas estimativas para o crescimento da economia como um todo. A previsão passou de 2,7% para 2% – em linha com o mercado financeiro, que projeta uma expansão de 1,98%, segundo o boletim Focus divulgado na última segunda pelo Banco Central.

“O ritmo da atividade no início do ano foi bem mais fraco do que se esperava. O desemprego permanece alto, as famílias ainda não retomaram o consumo e as empresas enfrentam muitas dificuldades”, afirma em nota o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

Mas as previsões da entidade para as contas do governo melhoraram: o déficit primário projetado caiu de 1,57% do PIB em dezembro para 1,39%. Já a estimativa para a dívida do setor público caiu de 79,5% para 72,2% do PIB.

G1