A proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 da reforma da previdência encontra cada vez mais resistência na sua tramitação na Câmara dos Deputados. Enquanto a oposição se unifica e inicia a mobilização contra a matéria, líderes de partidos da base de Bolsonaro (PR, PSD, PTB, SD, PRB) se aliaram ao MDB e ao PSDB para retirar do texto as mudanças no BPC (Benefício de Prestação Continuada), na aposentadoria rural e a desconstitucionalização do tema.

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Bolsonaro entrega PEC ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, num clima de otimismoBolsonaro entrega PEC ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, num clima de otimismo
Prevendo um clima extremamente desfavorável, o ministro da Economia, Paulo Guedes, desistiu de comparecer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Com tudo isso acontecendo, Bolsonaro optou por ir ao cinema junto com sua esposa Michele.

O desespero ficou evidente numa publicação, no Twitter, feita pelo deputado governista Kim Kataguiri (DEM-SP): “Cheguei cedo para defender a reforma contra as mentiras que serão faladas pelo PT. Problema: maior parte dos parlamentares da base ainda estão almoçando. Devem achar que a aprovação já está garantida”.

Base do governo contra o governo

O texto assinado pelos líderes partidários da base governista foi um dos movimentos mais expressivos. “Vamos suprimir da proposta originária as regras que atingem os já tão sofridos trabalhadores rurais e os beneficiários do programa de prestação continuada, que são pessoas com deficiência, e também aqueles com idade superior a 65 anos, que vivem em estado de reconhecida miserabilidade”, diz o texto.

O documento foi assinado por Baleia Rossi (MDB-SP), Elmar Nascimento (DEM-BA), Wellington Roberto (PR-PB), André de Paula (PSD-CE), Augusto Coutinho (SD-PE), Arthur Lira (PP-AL), Daniel Coelho (PPS-PE), Johnathan de Jesus (PRB-RR), Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA), José Nelto (PODE-GO) e Agnaldo Ribeiro (líder da maioria).

Veja abaixo a  documento:




 Da redação do Portal Vermelho