Levantamento CNT/MDA, divulgado nesta terça-feira (26), revela que o presidente Bolsonaro tem o pior índice de aprovação desde a primeira posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. Bolsonaro é visto como bom ou ótimo por 38,9% da população. Na primeira pesquisa sobre Lula, o índice da aprovação chegou a 56,6%.

Marcelo Carmago/Agência Brasil
 
À frente do PCdoB na Câmara, o líder Orlando Silva (SP) avalia que aos poucos está caindo a ficha dos brasileiros sobre o erro que foi eleger alguém “incapaz” para a Presidência da República, tendo em vista que o Brasil é uma nação com mais de 200 milhões de habitantes, tem uma economia complexa, tem desafios sociais importantíssimos e vive uma crise econômica sem precedentes, com nível de desemprego alarmante. “A pesquisa é um sinalizador da insatisfação popular. Mostra que já há uma visão crítica da sociedade brasileira quanto à liderança de Bolsonaro e a incapacidade dele de conduzir o país para dias melhores”, afirmou o parlamentar.

Orlando Silva acredita que a avaliação de Bolsonaro deve piorar ainda mais quando as pessoas receberem mais informações sobre o pacote de maldades enviado pelo Executivo ao Congresso, como a Reforma da Previdência. “A Reforma da Previdência vai obrigar as pessoas a trabalharem por mais tempo, a contribuírem mais e a receberem um valor menor. É um governo antinacional e antipovo”, disse o líder do PCdoB.

Para o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), os eleitores de Bolsonaro perceberam que ele é totalmente desprovido de ideias para os problemas do Brasil, além de não ter capacidade técnica e moral. “É um governo que vai se desmontando e, por isso, a aprovação despenca. Ainda bem que essa percepção chega cedo. E conseguiremos impedir esse desmonte do Estado brasileiro no Congresso. Bolsonaro não está nem nunca esteve preparado para a Presidência, não está à altura, e o povo percebe isso”, relatou o deputado baiano.

Governos Lula e Dilma
Quando estavam na mesma fase da gestão Bolsonaro, os governos Lula e Dilma tiveram desempenho melhor. Segundo levantamento da Carta Capital, no segundo governo de Lula a popularidade dele alcançou 49,5%. “Os primeiros meses de Dilma Rousseff foram considerados bons ou ótimos por 49,2% dos brasileiros. Consideraram regular por 37,1% e ruim ou péssimo por 9,3%”, revelou a revista.

Os que avaliaram o governo Bolsonaro como regular foram 29%, e 19% consideram a estreia do pesselista ruim ou péssima. Outros 13,15% não souberam opinar. Foram ouvidas 2.002 pessoas, entre os dias 21 e 23 de fevereiro. Na avaliação pessoal, Bolsonaro é aprovado por 57,5% dos brasileiros. 28,2% desaprovam e 14,3% não souberam opinar.

A Carta Capital não considerou a primeira pesquisa do governo Michel Temer, já que o emedebista já fazia parte do governo e não assumiu a presidência via processo eleitoral. Caso fosse considerado, seria o mais impopular: marcou apenas 10,8% na aprovação de estreia.

Também não foi incluído FHC, já que a série histórica da CNT/MDA não engloba os oito anos de mandato do tucano – a primeira pesquisa é de 1998, e o presidente tomou posse em 1995. Naquele fim de primeiro mandato, tinha 32% de aprovação.


Fonte: PCdoB na Câmara