A manifestação de "boas intenções" da equipe econômica de Jair Bolsonaro não reflete a descontrução de direitos dos trabalhadores pretendida por seus assessores e ministro. Na agenda de Paulo Guedes, o "super ministro" que comandará a economia do país no próximo ano, o primeiro ponto é o desmonte da previdência pública. Veja na análise de Paulo Kliass.

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Repetindo a fórmula de Michel Temer, o novo governo não pretende combater os privilégios, mas aumentar o abismo entre as superaposentadorias e aqueles que ganham o mínimo de benefício social do Estado. Na opinião de Kliass, o discurso de sacrifício coletivo para obtenção do equilíbrio das contas públicas "é uma grande mentira, uma grande enganação". 

Segundo o economista, aprovar qualquer tipo de reforma da previdência em 2019 "não vai mudar absolutamente nada as contas" dos próximos quatro anos, "independente da maldade que se pretenda, como é o caso do Bolsonaro e do seu 'posto Ipiranga'".      

Os analistas econômicos dos oligopólios midiáticos acreditam e defendem o comando da economia nas mãos do “super ministro” Paulo Guedes, acentuando a resolução de todos os problemas do Brasil as custas dos mais pobres. Para os que apresentam uma visão conservadora e ortodoxa do fenômeno econômico, a única questão que precisa ser enfrentada é o déficit nas contas e para isso é necessário realizar uma Reforma da Previdência ultraliberal. 

Confira a seguir a fala do especialista em economia, Paulo Kliass, para o Nocaute:




Nocaute