Os funcionários de 14 agências do Ministério do Trabalho de São Paulo seguem mobilizados, denunciando o sucateamento e o abandono da estrutura da Pasta. A situação precária ameaça o atendimento nas agências em várias regiões do Estado, incluindo Campinas, Piracicaba, São José dos Campos, Sorocaba e São Carlos.

A assessoria de imprensa do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) informou à Agência Sindical que, após três semanas convivendo com sanitários imundos, lixo acumulado, insetos e ratos, o serviço de limpeza foi restabelecido. Mas a situação segue à beira de um colapso “evidenciando profundo desrespeito aos servidores e à população”.

“Esse triste episódio revelou o nível absurdo de sucateamento do ministério. O dano à imagem do órgão perante a sociedade é profundo e duradouro”, aponta o presidente da delegacia sindical do Sinait em São Paulo, Rodrigo Iquegami.

                      


Agentes-fiscais do trabalho protestam contra péssimas condições na superintendência

                 

Apesar do retorno do serviço, a categoria segue mobilizada e não descarta novas manifestações ou paralisações.  “Não nos contentaremos com a simples regularização do serviço de limpeza. É preciso que tenhamos certeza que esse episódio lamentável jamais se repita”, diz.

Segundo o dirigente, o Sindicato está levantando as melhorias necessárias à gestão da Superintendência de São Paulo, que possui deficiências no fornecimento de materiais como papel, equipamentos de impressão e até combustível para o trabalho das inspeções.

“Vamos iniciar uma extensa pauta de cobranças junto à administração, para que os servidores tenham condições de trabalho, e o cidadão conte com uma prestação de serviço eficiente”, diz Rodrigo Iquegami.

                       

Fonte: Agência Sindical, 15 de março de 2018