Cumprindo o calendário de lutas definido pelas Centrais Sindicais, a CUT realizou nesta quarta (13) ato em frente a superintendência do INSS, no viaduto Santa Efigênia, na região central de São Paulo. Houve protesto também em São Bernardo do Campo, que reuniu cinco mil metalúrgicos na Volkswagen.

A manifestação reuniu dirigentes bancários, trabalhadores no setor de saúde e professores, entre outros. O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, conversou com a Agência Sindical e explicou que a manifestação foi um alerta à população sobre os prejuízos que a reforma da Previdência causará se for aprovada.

"É uma proposta que praticamente inviabiliza a aposentadoria de milhares de trabalhadores que estão na ativa, além de futuros trabalhadores que entrarem no mercado. É por isso que estamos nessa campanha para esclarecer a população e pressionar os deputados a não votar essa proposta", afirma o dirigente.


Dirigentes e ativistas se reúnem em frente à Superintendência do INSS em São Paulo

Douglas Izzo informa que, no final de semana, a Central estará nos principais aeroportos do Brasil. Ele criticou também a ofensiva do governo Temer, que chamou empresários para um corpo a corpo com parlamentares na tentativa viabilizar a aprovação da PEC 287.

"Está cada vez mais claro o papel dos empresários no golpe e qual o objetivo desse golpe, que é retirar os direitos dos trabalhadores. Dentre esses direitos está a aposentadoria , que é essencial e um direito humano. No entanto, os pobres e os trabalhadores, aqueles que produzem a riqueza do Brasil, irão dar o troco nas urnas. Quem votar a favor da reforma da Previdência, não receberá os votos dos trabalhadores", ressalta.

Bancários - A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, disse à Agência que a categoria está unida contra a reforma da Previdência. Segundo a dirigente, no dia em que ela for colocada em votação os bancários vão parar.

"Nos já estamos mobilizando a categoria há muito tempo. Primeiro foi contra a reforma trabalhista. Nós fizemos assembleias nos locais de trabalho e os bancários votaram por paralisar as atividades, caso a reforma da Previdência seja colocada em votação no Congresso", destaca Ivone.

              

Fonte: Agência Sindical, 14 de dezembro de 2017