Levantamento Fiep-Paraná Pesquisas mostra altos índices de desaprovação em relação às gestões do presidente Michel Temer e do governador Beto Richa.

                                          

O mais recente levantamento do instituto Paraná Pesquisas de avaliação dos governos federal e estadual, realizado a pedido da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), mostra que os paranaenses seguem insatisfeitos com a forma como o país e o Estado vêm sendo conduzidos. No caso do presidente Michel Temer, 81,3% dos entrevistados desaprovam sua administração, índice superior ao registrado na última pesquisa, realizada em março. Já em relação ao governador Beto Richa, o percentual de desaprovação apresentou leve queda, mas ainda representa a maioria, com 58,3%. Na pesquisa, foram entrevistadas 2.516 pessoas, entre os dias 7 e 11 de setembro, em 91 municípios do Paraná.

Sobre o governo Temer, o crescimento do índice de desaprovação foi de mais de 10 pontos percentuais, passando dos 70,9%, em março, para os atuais 81,3%. Levando em conta a pesquisa de agosto do ano passado, realizada pouco antes de Temer assumir a presidência em definitivo, a desaprovação praticamente dobrou. Naquela época, 45,6% dos paranaenses desaprovavam a gestão Temer. Por outro lado, o percentual de paranaenses que aprovam a administração do presidente passou de 46,4%, em agosto de 2016, para 24,5%, em março, e apenas 15,4% neste levantamento.

Já no caso do governo Richa, o índice de desaprovação apresentou leve melhora. Em março, 63,9% dos entrevistados não aprovavam sua gestão. Agora, o índice é de 58,3%. No caminho contrário, a aprovação do governo estadual subiu de dos 32,4% registrados na última pesquisa para os 37,8% da atual.

Para o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, os altos índices de desaprovação dos paranaenses em relação às administrações estadual e federal mostram que a população segue indignada. “Com esses resultados, a sociedade passa a mensagem de que a conduta de quem está no poder atualmente não é a desejável”, afirma. “Algumas reformas já foram aprovadas e outras estão em tramitação no Congresso Nacional, o que é um importante avanço para o país, mas não é o suficiente para que as pessoas mudem a percepção que vem tendo sobre a classe política”, acrescenta.  Na opinião de Campagnolo, essa realidade deve impactar o panorama das eleições de 2018. “A população vai precisar separar o joio do trigo para mudar esse cenário de desalento mostrado pela pesquisa”, conclui.

                         

Metodologia

Para a realização da pesquisa, foi utilizada uma amostra de 2.516 habitantes do Paraná, sendo esta estratificada segundo sexo, faixa etária, nível de escolaridade e posição geográfica. O trabalho de levantamento de dados foi feito por entrevistas pessoais com habitantes maiores de 16 anos, em 91 municípios, entre os dias 7 e 11 de setembro de 2017. Essa amostra representativa do Paraná atinge um grau de confiança de 95%, para uma margem estimada de erro de 2% para os resultados gerais. A Paraná Pesquisas encontra-se registrada no Conselho Regional de Estatística da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª Região, sob o nº 3122/17, e é filiada à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) desde 2003. Para ter acesso ao relatório completo na pesquisa, clique aqui.

                  

Fonte: Banda B, 25 de setembro de 2017