Em relatório, instituição diz que retomada econômica é incerta em todo o mundo, devido à falta de solução médica para a crise de saúde. Defende, ainda, auxílio financeiro para população e empresas afetadas.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (24) o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta queda de 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020. A previsão anterior do FMI era retração de 5,3% para o Brasil. O organismo internacional prevê ainda retração de 4,9% da economia global este ano. As projeções levam em conta a pandemia do novo coronavírus.

O PIB, termômetro da atividade econômica, é a soma dos bens e riquezas produzidos pelo país em determinado período. No relatório, o FMI ressalta que a crise sanitária segue sem solução e, por isso, há muitas incertezas com relação à recuperação da economia.

“Mais de 75% dos países estão reabrindo agora, ao mesmo tempo que a pandemia está se intensificando em muitos mercados emergentes e economias em desenvolvimento. Vários países começaram a se recuperar. No entanto, na ausência de uma solução médica, a força da recuperação é altamente inserta, e o impacto sobre setores e países, desigual”, avalia a instituição.

Segundo o FMI, os formuladores de políticas públicas devem continuar “vigilantes” e a adaptar as políticas conforme a evolução da situação. A entidade recomenda, ainda, políticas monetárias e sociais para enfrentamento dos efeitos da pandemia.

“Um suporte conjunto substancial de política fiscal e monetária deve continuar no momento, especialmente em países onde a projeção é que a inflação deve permanecer controlada. Ao mesmo tempo, os países devem garantir adequadas prestação de contas fiscal e transparência, e que a independência da política monetária não seja comprometida”, diz o relatório.

“Em países onde as atividades estão grandemente restritas pela crise de saúde, as pessoas diretamente afetadas devem receber suporte de renda por meio de seguro-desemprego, subsídios salariais e transferências monetárias, e as empresas afetadas devem ser apoiadas via adiamento de impostos, empréstimos, garantias de crédito e subvenções”, acrescenta o documento.

De acordo com o FMI, a crise é uma “oportunidade” para acelerar a busca por “um crescimento mais produtivo, sustentável e equitativo” por meio do investimento em novas tecnologias verdes e digitais e de redes de apoio social mais amplas.

Vermelho