As centrais sindicais iniciaram nesta terça-feira (10/12), em São Paulo, a Jornada de Lutas por Empregos e Direitos. As ações ocorrem sob um quadro de vulnerabilidade que vem mergulhando grande parte da população brasileira.

Por Adilson Araújo*

O crescente desemprego – que chegou a 12,5 milhões de pessoas –, aliado à retração econômica e à gritante concentração de renda, segue alimentando esse quadro. Os brasileiros mais ricos – o equivalente a 1% da população – concentram 28,3% da renda total do País. Entre os 10% mais ricos, a concentração é de 41,9% da renda.

Com esse agravante, não nos resta outra opção, a não ser o caminho da luta e da resistência. Nesse sentido, a Jornada de Lutas visa estabelecer um diálogo mais próximo com a classe trabalhadora e com a sociedade.

O movimento sindical tem o importante papel de esclarecer à população as ameaças da Medida Provisória (MP) 905, imposta pelo ministro Paulo Guedes e pelo governo Jair Bolsonaro. Ao instituir o chamado “Contrato de Trabalho Verde e Amarelo” e desmontar ainda mais a legislação trabalhista, essa MP acentua a precarização e promove o trabalho análogo à escravidão.

O governo segue à risca sua agenda ultraliberal, que leva ao desmonte do Estado nacional e, consequentemente, à precarização dos serviços públicos e da assistência à população. É uma tentativa de liquidar a Constituição Federal – o que, se for consumado, deixará o País em colapso.

Daí a necessidade de elevar o clamor da população em defesa da ordem social e da nossa Constituição.

Adilson Araújo é presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)