Segundo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) a se manifestar sobre o vídeo divulgado no Twitter por Bolsonaro se comparando a um leão acossado por hienas representando partidos, imprensa e o Supremo, Marco Aurélio Mello considerou coincidência “muito grande” esse foco aparecer após Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro e amigo do presidente, reaparecer através de áudios divulgados pela imprensa.

A Folha de S.Paulo divulgou áudio de conversas por aplicativos, no domingo (27), mostrando Queiroz preocupado com o trabalho do Ministério Público do Rio.

"É o que eu falo, pô. O cara lá tá hiper protegido. Eu não vejo ninguém mover nada pra tentar me ajudar, aí. Ver, tal, é só porrada, cara. O MP tá com uma p*** do tamanho de um cometa pra enterrar na gente e não vi ninguém agir".

"Nesses tempos estranhos, tudo é possível, até mesmo essa cortina de fumaça. Tática rasteira no que enxovalha a instituição básica da República, guarda da Constituição, o Supremo", afirmou Marco Aurélio.

Já o ministro Celso de Mello classificou o gesto como "atrevimento". Vídeo, publicado no perfil oficial do presidente da República, ficou no ar por duas horas e mostra Bolsonaro representado como um leão rodeado por hienas que seriam instituições.

Em nota enviada ao jornal Folha de São Paulo, o ministro mais antigo do Supremo disse que a postagem de Bolsonaro evidencia que “o atrevimento presidencial parece não encontrar limites”.

Na publicação, Bolsonaro é identificado como um leão, cercado por hienas, descritas como STF, PSL, partidos de esquerda, veículos de imprensa, movimento feminista, ONU, OAB, CUT, Greenpeace e Lei Rouanet.

Nas imagens, o animal que representa Bolsonaro é alvo das hienas até o momento em que surge outro leão, descrito como "conservador patriota", que espanta os adversários. Mais tarde, a postagem e o vídeo foram apagados da conta de Bolsonaro.




Vermelho Da redação com agências