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Na segurança do trabalho, prevenir custa menos do que remediar

Site Construindo Segurança e Saúde, que mostra às empresas o quanto é mais barato investir em práticas de prevenção, ganhará novas funções



Há dois anos disponível na internet aos empresários e gestores de recursos humanos das empresas, o site Construindo Segurança e Saúde ganhará mais funções e um novo layout. Criado em parceria pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo SESI Nacional, a plataforma online que permite ao empresário cadastrado calcular quanto custa para sua empresa um acidente de trabalho ou afastamento previdenciário terá as melhorias lançadas durante o 88º. Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que será realizado entre os dias 11 e 13 de maio em Foz do Iguaçu (PR).


A ferramenta Construindo Segurança e Saúde tem atualmente 270 empresas cadastradas de 22 estados brasileiros e já permitiu a realização de 1.370 simulações. “Até aqui, avaliamos que está muito bom o resultado e, por isso, o programa está recebendo investimentos para ter um upgrade”, comenta o especialista industrial do SESI Nacional, dr. Gustavo Nicolai, que estará presente no Enic e fará uma palestra específica no evento para apresentar as novidades, demonstrar simulações e tirar dúvidas sobre o simulador.


Nicolai dá como exemplo das novidades a emissão de alertas às empresas cadastradas por ocasião da divulgação pelo governo federal do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) de cada empresa. O FAP é um índice multiplicador, aplicado à contribuição obrigatória que as empresas recolhem sobre a folha de salários a título de Seguro Acidente de Trabalho (SAT). O FAP pode variar entre 0,5 e 2, o que multiplicado à alíquota do SAT (que no caso da construção civil é 3%) diminui ou eleva os impostos a serem pagos. O FAP de cada empresa é divulgado anualmente e há prazos para ser contestado e ajustado, por exemplo, e a empresa agora cadastrada no site receberá alertas para não perder os prazos.



Fortuna


Na página inicial do site Construindo Segurança e Saúde, estarão disponíveis e sempre sendo atualizados os valores médios – calculados com base nos dados informados pelas empresas cadastradas – de quanto custa um acidente de trabalho e o afastamento de um trabalhador por acidente ou doença do trabalho. Na sexta-feira (06/05), por exemplo, o custo médio de um acidente era R$ 32.883, enquanto o valor do afastamento previdenciário era de R$ 195.310. “Isso muda a cultura dos empresários quanto à prevenção: ver em números que a sua omissão em relação a investimentos em segurança e boas condições para os empregados pode custar uma verdadeira fortuna em impostos”, afirma Gustavo Nicolai.


O simulador de custos usa como matéria-prima para realizar os cálculos os dados inseridos no sistema pela própria empresa e mostra o tamanho dos prejuízos causados por problemas de segurança. O especialista afirma que, o objetivo da ferramenta é mudar a cultura empresarial já que em muitos negócios, na tentativa de maximizar o lucro e minimizar os custos, há gestores que ainda tentam economizar na área de saúde e segurança, comprando equipamentos de prevenção de menor qualidade e deixando de trocá-los no tempo certo. Importante frisar que o programa não deixa públicos os dados individualizados das empresas.





Fonte:
CBIC, 11 de maio de 2016.

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