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Público jovem aquece mercado imobiliário

O público jovem também é responsável pelo aquecimento do mercado imobiliário. E os empresários do setor estão atentos às necessidades desta faixa etária. Entre os fatores que levam os jovens a investirem em imóveis, destaca-se o maior nível de escolaridade deste público, que alavanca a carreira profissional cada vez mais cedo. A estabilidade do cenário econômico e as facilidades de acesso ao crédito também contribuem para esta realidade. 

Além disso, o perfil dos jovens da atualidade é bem diferente de outras gerações. Atualmente, muitos filhos saem da casa dos pais em busca de independência e liberdade. ''O casamento não é a único motivo para sair de casa. A vida profissional e acadêmica também influencia esta decisão'', comenta Carlos Samuel Silva Freitas, diretor comercial e de locações da Primar Administradora de Bens, do Rio de Janeiro (RJ). 

Profissionais da área apontam que os jovens buscam conforto, agilidade e infraestrutura. Por isso, imóveis próximos a supermercados, farmácias, shoppings, universidades e pontos de acesso ao transporte público são os preferidos. ''Bairros centrais ou próximos ao local de trabalho e estudo estão entre as primeiras opções. Sem a necessidade de perder tempo com deslocamento, o lazer e os estudos ganham mais espaço na agenda'', evidencia 

O tamanho é outro ponto relevante. A procura por quitinetes cresceu consideravelmente e os imóveis pequenos, com um quarto ou dois, no máximo, são suficientes. ''Solteiros e casais sem filhos normalmente dispensam grandes espaços. Nesta época da vida o foco é a carreira e a formação profissional e a habitação atende as necessidades atuais e não futuras. O aluguel é visto com bons olhos, pois permite flexibilidade em caso de mudanças nos planos'', explica Freitas. 

Venda X Locação 

Segundo o proprietário e gerente comercial da Imobiliária Santaméria, Alexandre Costa Moretto, existe procura tanto para venda quanto para locação de imóveis pequenos. Ele destaca que o interesse maior dos jovens, no entanto, é pelo aluguel. ''Existe mais procura do que demanda'', ressalta. 

Na opinião dele, o fato de Londrina ser um polo universitário contribui para que os jovens sejam consumidores em potencial. De acordo com ele, cerca de 10% dos clientes da imobiliária são jovens. ''A cidade conta com aproximadamente 50 mil universitários, sendo que 30% não são daqui e precisam encontrar um imóvel'', calcula. 

Moretto reforça que o interesse desse público é por imóveis menores de um ou no máximo dois quartos. ''Em muitos casos são os pais que locam o imóvel para os filhos'', diz o gerente, acrescentando que quando o jovem tem possibilidade adquire o imóvel por conta própria. ''Eles estão conscientes de que é um investimento seguro e que se valoriza com o tempo'', constata. 

O gerente da Construtora Yticon, Sandro Sadão, ratifica a colocação de Moretto de que o jovem adquire um imóvel sem a ajuda dos pais quando tem condições. Ele calcula que aproximadamente 5% das vendas são destinadas para jovens solteiros. E para atender a demanda o mercado vem desenvolvendo produtos específicos para o público jovem. ''A preferência é por apartamentos compactos e modernos, que ofereçam preços atrativos e taxa de condomínio baixa'', define. 

Na opinião de Sadao, diversos motivos contribuem para o investimento dos jovens em imóveis. ''As facilidades de crédito, a opção de financiar na planta, a taxa reduzida de juros e o Programa Minha Casa, Minha Vida são grandes incentivadores'', diz. 

Os apartamentos adquiridos pelos jovens na Yticon tem área útil entre 45 e 50 metros quadrados e são comercializados a partir de R$ 85 mil.

 

 

Fonte: Folha de Londrina, 07 de maio de 2012


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