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Um em cada seis inadimplentes intensificam vícios, diz SPC Brasil

Estudo mapeou comportamento de quem tem contas atrasadas há 90 dias. 16,8% dos entrevistados reconhecem que consumiram mais álcool e cigarro.



A inadimplência intensificou os vícios de 16,8% das pessoas endividadas, como álcool e cigarro, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). As instituições avaliaram o comportamento de pessoas com contas atrasadas por mais de 90 dias.


Além de intensificar seus vícios, as pessoas endividadas sofrem outras alterações de comportamento, apontou a pesquisa. Mais da metade dos devedores (disseram se sentir deprimidos (66%). Outras alterações como insônia (40%), diminuição de auto estima (57,8%), perda de apetite (24,9%), irritabilidade (47,2%) também foram observadas.


"A inadimplência altera negativamente o estado emocional dos consumidores, atingindo até mesmo a vida profissional e a saúde dos entrevistados", afirmou a SPC Brasil, em comunicado.


A pesquisa também avaliou o comportamento dos devedores em relação ao dinheiro. Cerca de 40% afirmaram que fazem compras por impulso. E 24% não faz pesquisa de preços na hora de realizar uma compra.



Descontrole


Muitas das pessoas endividas não têm controle sobre os próprios gastos. Quase 40% dos entrevistados disseram não saber exatamente quanto tem para gastar a cada mês.


Os gastos com lazer estão fora de controle entre muitos endividados, especialmente entre os jovens. Cerca de 38% das pessoas admitiram perder a noção do quanto gastam em bares e restaurantes, índice que chega a 48,9% entre os mais jovens.


“A falta de autocontrole sobre os desejos de consumo, aliada ao desconhecimento dos limites do próprio orçamento, faz com que a pessoa exagere nas compras e acabe perdendo a noção dos gastos", explicou o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.


Ele lembrou que o primeiro passo para evitar essa armadilha é saber exatamente o quanto se pode gastar a cada mês com itens não essenciais "Assim fica mais fácil racionalizar e resistir aos impulsos consumistas”, ressaltou Vignoli.




Fonte: G1, 11 de outubro de 2016.

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