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Argentinos bloqueiam ruas em manifestações contra o aumento da pobreza

O neoliberalismo de Mauricio Macri já causa impactos negativos principalmente entre a população mais pobre da Argentina. Mais de 100 ruas foram fechadas nesta terça-feira (19) em Buenos Aires pela organização Barrios de Pie (Bairros de Pé, em tradução livre), para exigir do presidente ampliação de políticas públicas, e investimentos nos restaurantes populares. 

 

Telám
Mais de 100 ruas foram fechadas e a noite os manifestantes vão fazer as tradicionais "ollas populares" para pressionar o governo por mais investimento em políticas públicasMais de 100 ruas foram fechadas e a noite os manifestantes vão fazer as tradicionais "ollas populares" para pressionar o governo por mais investimento em políticas públicas

“Cada vez mais pessoas se aglomeram nos restaurantes comunitários. Há um aumento da demanda e por isso é necessário incrementar a assistência social”, disse um dos líderes da organização, Daniel Menéndez, em declarações à imprensa local. 

O protesto acontece em uma Argentina que já tem a inflação em 42%, sofre queda brusca das atividades econômicas em setores comerciais e industriais e impõe aumento de até 500% nas tarifas de energia elétrica e 1000% nas de gás. 

“Não há uma resposta do governo para os problemas gerados pela política econômica. Onde antes havia 100 porções de alimento e 100 crianças hoje tem 150 crianças”, afirmou Menéndez.

A organização Barrios de Pie é uma entidade que reúne desempregados, ou pessoas com trabalhos precários nas zonas periféricas das grandes cidades. Na noite desta terça-feira os manifestantes vão montar as tradicionais “ollas populares”, espécie de cozinhas comunitárias em diferentes regiões da capital. 

Segundo o observatório social da Universidade Católica da Argentina, mais de 1.4 milhão de argentinos já estão mais pobres desde que Macri assumiu a presidência em 10 de dezembro de 2015. O estudo identificou ainda que 34,5% dos argentinos são pobres.


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