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Cedes debate relação entre previdência e envelhecimento

Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados discute, neste momento, o impacto do envelhecimento populacional nas políticas públicas, principalmente na área de previdência.

Divulgação/Agência de Notícias do Paraná
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Em 2050, a população brasileira será três vezes mais velha

A cada segundo, duas pessoas completam 60 anos no mundo. O aumento da longevidade é uma conquista do século XX, ocasionado pelo sucesso das políticas sociais e de saúde pública e pelo avanço da medicina. A expansão da população idosa na sociedade contemporânea, no entanto, trouxe desafios: temos hoje uma parcela significativa da população carente de cuidado, com saúde frágil e sem autonomia para a rotina diária. Agregue-se, ainda, o fato de que, em 2050, a população idosa brasileira deverá ser três vezes maior, um crescimento jamais experimentado e que deverá superar a média mundial.

Com a ausência de programas e políticas públicas que promovam o envelhecimento digno e sustentável aliados à manutenção de direitos e atenção às necessidades das pessoas com idade superior a 60 anos, o envelhecimento da sociedade será desastroso. Sem planejamento, para além do custo crescente com previdência, serão necessários altos investimentos em saúde, transporte público, planejamento urbano e políticas de cuidado.

A aplicação do conceito do envelhecimento ativo - ideia que proporciona qualidade de vida e fortalece programas de promoção de uma sociedade inclusiva - se faz urgente. O envelhecimento ativo, proporcionando o reconhecimento do direito à vida, à dignidade e à longevidade deve ser objeto da agenda oficial dos governos.

Para discutir o cenário o Cedes convidou a professora Ana Amélia Camarano, doutora em Estudos Populacionais pela London School of Economics e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em seus estudos, Ana Amélia salienta que a sociedade deve se mobilizar para assegurar que o desenvolvimento econômico e social ocorra com garantia de condições econômicas mínimas, manutenção da dignidade humana e igualdade entre os grupos etários na partilha dos recursos, direitos e responsabilidades sociais.




Fonte: Agência Câmara, 30 de junho de 2016



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