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Não compensa ser cortês no trabalho, diz estudo

Talvez não compense ser 'bonzinho' no trabalho.

Um novo estudo descobriu que os funcionários 'bonzinhos' têm renda significativamente menor do que os menos agradáveis. A diferença é especialmente grande para os homens.

Os pesquisadores examinaram o grau de 'afabilidade' com dados relatados pelos próprios pesquisados e descobriram que os homens com grau de afabilidade menor que a média ganhavam cerca de 18% - ou US$ 9.772 - a mais por ano do que os homens mais 'bonzinhos'. As mulheres desagradáveis ganhavam cerca de 5% ou US$ 1.828 a mais do que as mais educadas.

'Os homens legais estão se dando mal', diz a coautora das pesquisas Beth A. Livingston, professora assistente de estudos de recursos humanos na Escola de Relações Industriais e Trabalhistas da Universidade Cornell.O estudo 'Do Nice Guys ? and Gals ? Really Finish Last?' [Será que os homens - e mulheres - legais realmente acabam por último?], feito por Beth Livingston e Timothy Judge, da Universidade Notre Dame, no Estado de Indiana, e por Charlice Hurst, da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, foi apresentado neste mês em San Antonio, Texas, no encontro anual da Academy of Management, organização profissional para os estudiosos de gestão empresarial. O estudo também será publicado no 'Journal of Personality and Social Psychology'.Os autores analisaram dados coletados ao longo de quase 20 anos a partir de três pesquisas diferentes, com uma amostra total de cerca de 10.000 pessoas de uma ampla gama de profissões, salários e idades. As três pesquisas mediram a noção de 'afabilidade' de maneiras diferentes.Os autores também realizaram um estudo separado com 460 estudantes de administração, que foram convidados a fazer o papel de gestores de recursos humanos em uma empresa fictícia e receberam breves descrições de candidatos a um cargo de consultor. Os homens classificados como altamente agradáveis tinham menos chances de conseguir o emprego.Para os homens, ser agradável talvez não combine com as expectativas de 'comportamento
masculino', diz o estudo. As pessoas mais 'boazinhas' também podem estar menos dispostas a se impor nas negociações salariais, acrescenta Beth.Outras pesquisas mostram que a grosseria nem sempre beneficia o funcionário ou sua empresa. Um documento apresentado no início deste mês na reunião anual da American Psychological Association constatou que 86% dos 289 trabalhadores em três empresas do centro-oeste americano, nos setores de manufatura e saúde, relataram atos de falta de civilidade no trabalho, incluindo represálias em público e comentários depreciativos. Mas a falta de cortesia foi ruim para as organizações como um todo, aumentando a rotatividade do pessoal, como descobriram os pesquisadores, Jeannie Trudel, professora de gestão na Universidade Wesleyan em Marion, estado de Indiana, e Thomas Reio, professor da Florida International University.'O problema é que muitos gerentes não percebem que recompensam os mais desagradáveis', diz Beth. 'Você pode falar que sua empresa valoriza a cortesia, mas seu sistema de remuneração talvez não reflita realmente isso, especialmente se as decisões de remuneração ficarem a critério de cada gerente.'

Fonte: G1, 22 de agosto de 2011



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