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Recessão bate às portas dos EUA e bolsas entram em pânico

As bolsas entraram em pânico nesta quinta-feira, 4, assustadas com a perspectiva de que os EUA mergulhem novamente na recessão e com novos sinais de agravamento da crise da dívida na zona do euro. O valor das ações derreteu na Europa, nos EUA e no Brasil.

O Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo), que já andava mal das pernas, foi um dos que mais perderam em todo o mundo: despencou 5,72%, depois de acumular prejuízos também superiores a 5% no mês de julho. Mas não foi um caso isolado.

EUA

Nos Estados Unidos, o índice Standard & Poor´s tombou 4,8%, a maior queda desde fevereiro de 2009, para 1.200,07 pontos. Desde o pico de 29 de abril, o tombo é de 12%. Temores de que a economia global possa entrar em recessão levou os investidores a migrar das ações para os títulos do Tesouro americano, com especulações crescentes de que o Federal Reserve fará um outro programa de estímulos, colocando mais lenha na fogueira da chamada guerra cambial. 

O índice Dow Jones Industrial desceu 512.76 pontos, ou 4,3%, para 11.383.69 pontos. Foi o maior declínio desde 10 de fevereiro de 2009. O Nasdaq foi a 2.556,39 pontos, recuo de 136,68 pontos, ou perda de 5,08%.

Europa

Um conjunto de fatores pesou nesta quinta-feira sobre os mercados europeus, com destaque para a fala do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que reconheceu uma elevação no nível de incertezas na região. 

Trichet disse que os riscos para a inflação podem ter aumentado em decorrência das tensões nos mercados financeiros. Ele deixou subentendido que a autoridade monetária vai continuar com seu programa de compra de títulos e avisou que vai voltar a injetar liquidez nos mercados, dando a cota de contribuição da União Europeia para a instabilidade monetária e a guerra cambial.

O FTSE 100, de Londres, recuou 3,43%, para 5.393,14 pontos. O CAC 40, de Paris, diminuiu 3,90%, aos 3.320,35 pontos. O DAX, de Frankfurt, teve queda de 3,40%, somando 6.414,76 pontos. Em Madri, o Ibex 35 baixou 3,89%, para 8.686,50 pontos. Na praça de Milão, o FTSE MIB teve decréscimo de 5,16%, se situando em 16.128,07 pontos.

Juros baixos

Como já era esperado, a taxa de juros na zona do euro não foi elevada diante da desaceleração da atividade econômica que se propaga na região. O Banco Central Europeu (BCE) deixou inalterada a taxa de juro da zona do euro em 1,50%.

O Banco da Inglaterra também manteve a taxa de juro em 0,5%, em linha com as expectativas de muitos agentes financeiros, e decidiu conservar o programa de compra de ativos em 200 bilhões de libras.

As preocupações com a Itália e a Espanha se agravam. Analistas destacam que mesmo que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) utilize todos os recursos de que dispõe para apoiar os dois países, só poderá gastar no máximo 340 bilhões de euros, volume insuficiente para socorrer a terceira e a quarta economias europeia.

Apesar de sofrer com menos exportações e com os claros sinais que a demanda global está diminuindo, as encomendas à indústria da Alemanha aumentaram 1,8% em junho na comparação com maio, na série com ajuste sazonal. O resultado superou em muito as estimativas de analistas, que projetaram uma queda entre 0,5% e 1,0%.

Foi o terceiro mês consecutivo de aumento, resultado da combinação de uma alta de 13,7% das encomendas estrangeiras e uma queda de 10,8% das domésticas. O dado de maio ante abril foi revisado para uma alta de 1,5%, em relação ao avanço de 1,8% anunciado anteriormente. 

Frente a junho do ano passado, as encomendas cresceram 3,0%. Na comparação dos meses de maio e junho com março e abril, houve expansão de 3,9%. No segundo trimestre ante o primeiro, houve um ganho de 3,2%. 

Na Irlanda, a taxa de desemprego na Irlanda atingiu 14,3% em julho, uma ligeira alta em relação aos 14,2% de junho, numa possível indicação de que a crise no mercado de trabalho do país teria atingido o pico. No final de 2007, essa taxa era de cerca de 4%.

Fonte: Portal Vermelho, 5 de agosto de 2011


 

 

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