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1 em cada 5 jovens no Brasil nem estuda nem trabalha, afirma OIT

 

Organização Internacional do Trabalho divulgou estudo sobre emprego.
Entre as mulheres jovens, proporção é ainda maior: 27,4%.

 

Do G1, em São Paulo

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Secretaria de Saúde de Roraima informa que o diagnóstico precoce é fundamental para diminuir as chances de transmitir o vírusHIV para o bebê (Foto: Divulgação/Sesau)Maternidade afasta jovens do estudo e do trabalho
(Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde de Roraima)

Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) diz que 21,7% do total de jovens entre 15 e 24 anos, o equivalente a 1 em cada 5, faz parte do chamado grupo "nem-nem": nem estuda nem trabalha. A análise da OIT divulgada nesta sexta-feira (28) utilizou dados do Censo 2010 e dados do Ministério do Trabalho do mesmo ano.

Entre as mulheres dessa faixa, o índice da população "nem-nem" sobe ainda mais e atinge 27,4%. Isso, segundo o estudo da OIT, é decorrente de responsabilidades da maternidade e da tradição de atribuição dos afazeres domésticos que ainda predomina entre a população feminina. Entre os homens, a proporção dos que nem estudam nem trabalham é relativamente bem menor: 16%.   

São Luís (MA) tem 26,7% de jovens que nem estudam nem trabalham de ambos os gêneros, o maior entre as capitais. Florianópolis tem o menor índice, 13,5%.

Trabalho ilegal

Apesar da diminuição do trabalho infantil durante a década passada, 97,3% de adolescentes brasileiros de 14 e 15 anos exercem uma função sem um contrato de menor aprendiz, o que fere a lei. 

O estudo constatou apenas 23,8 mil contratos de aprendiz nessa faixa etária. Para contratar alguém nessa faixa etária, há diversas condições a serem observadas pelo empregador, como jornada de trabalho e tipo de atividade exercida.

A OIT afirma que outro dado que causou "inquietação" foi o fato de que em 4.801 municípios (86,3% do total do país) não foi registrado um único contrato de aprendiz no ano de 2010.

Em Fortaleza (CE) e Macapá (AP), 1,7% dos adolescentes de 14 e 15 anos tinham contrato de aprendiz. Em Vitória (ES), foi apontado como destaque a grande proporção de 83,7% de jovens aprendizes, segundo o levantamento da OIT.

Jovens sem trabalho

De acordo com o estudo da OIT, o desemprego entre jovens (faixa entre 15 a 24 anos) atingia em 2010 o índice de 16,0% sendo que a taxa total de desocupação (trabalhadores entre 16 e 64 anos) era bem menor: 7,6%.

Porto Velho (11,5%) e Goiânia (11,6%) apresentaram os menores níveis de desemprego entre os jovens. Maceió (28,7%) e Salvador (27,9%), os maiores.

Fonte: G1

 

 

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