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Fator emocional causa dificuldade na carreira de jovens, diz estudo

Levantamento foi feito com 102 jovens de 18 a 35 anos das classes A e B.
Falta de foco e propósito maior e ausência de referências são outras razões.

 

Pesquisa realizada com 102 jovens paulistanos de 18 a 35 anos das classes A e B mostra que os principais motivos que fazem os jovens enfrentarem dificuldades no mercado de trabalho são relacionados a fatores comportamentais, seja por falta de maturidade, vivência ou até mesmo equilíbrio emocional.


“As gerações Y e Z almejam felicidade sem ao menos entender o que isso significa. Quando questionados sobre objetivo de vida ou de carreira, os jovens respondem de forma vaga, sem embasamento, e para diversos deles um ‘nunca pensei nisso’ é o mais comum”, revela Felipe Maluf, um dos sócios-diretores da YCoach, consultoria focada no desenvolvimento de carreira e vida por meio do comportamento, que realizou a pesquisa.

 

Para o especialista, é perceptível que os jovens estão cada vez mais ansiosos, buscam promoções em curto prazo e querem equilibrar seu tempo entre vida profissional e pessoal. 

 

No levantamento, sete quesitos representam os principais motivos que levam os jovens a buscarem ajuda de especialistas: 23% afirmaram que sentem falta de clareza em seus próximos passos; para 21%, o objetivo é realização profissional; 15% buscam um melhor preparo para se tornarem líderes; 11% querem melhorar o equilíbrio da vida profissional e pessoal, ou estão querendo transitar de emprego; para 10%, o intuito é encontrar novas oportunidades profissionais; 5% dizem que seus líderes não os inspiram, e, para 4%, os seus valores são incompatíveis com os da empresa.

 

“Esses jovens são extremamente capacitados, estudaram em ótimos colégios, fizeram excelentes faculdades e alguns até possuem MBA. No entanto, percebemos que o fator emocional foi preponderante para as frustrações da carreira e da vida pessoal”, avalia Maluf.

 

Na opinião do executivo, os jovens precisam entender que inteligência emocional e experiência são alguns dos fatores que não se adquirem no modelo atual de educação. Ele defende que é preciso mostrar experiências de vida e mercado de trabalho e as dificuldades e desafios que serão enfrentados, como lidar com pessoas totalmente diferentes em perfil e nível social e saber esperar as coisas chegarem no seu tempo, sem afobação.

 

Para Maluf, as empresas também precisam de preparo, principalmente os líderes, para que eles possam orientar os jovens da melhor maneira possível, afim de mantê-los integrados e motivados na companhia. “Os jovens possuem anseios distintos de outras gerações, precisam receber desafios constantes e serem estimulados frequentemente. Todos esses fatos levam à realização e à sensação de crescimento, o que os deixa motivados e comprometidos em seus empregos constantemente”, esclarece.

 

Fonte: G1, 09 de setembro de 2014

 

 

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