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Nível de emprego industrial recua 2,8% no Paraná

O contingente de trabalhadores no setor industrial paranaense recuou 3,0% em março de 2014, em relação a março de 2013, a oitava variação negativa consecutiva, diante retração de 1,9% para o Brasil, que assinalou a 30ª queda seguida, conforme a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa é realizada em dez estados da federação, mais as regiões nordeste, norte e centro-oeste.

 

Das Unidades da Federação pesquisadas, apenas Pernambuco (4,9%) apresentou resultado positivo. As maiores contribuições para a desaceleração no emprego regional foram máquinas e aparelhos elétricos e eletrônicos (-33,4%), metal (-9,1%), vestuário (-8,2%), borracha e plástico (-6,0%) e metalurgia básica (-4,0%). Em contrapartida, os ramos de papel e gráfica (4,7%), alimentos e bebidas (4,4%), produtos químicos (3,5%), máquinas e equipamentos (1,7%), madeira (0,4%) e fumo (0,4%) mantiveram o ritmo de crescimento.

 

O valor da folha de pagamento real (descontada a inflação) do Paraná avançou 1,4% em março de 2014, na comparação com março de 2013, frente variação de 2,1% na média nacional. Os setores que mais influenciaram para o desempenho do Estado foram metalurgia (30,1%), fumo (30,1%), fabricação de meios de transporte (10,7%), calçados e couro (9,5%), produtos químicos (8,0%), alimentos e bebidas (7,6%) e papel e gráfica (6,2%).

 

O indicador do número de horas pagas do setor fabril paranaense encolheu 4,1% em março de 2014, diante o mês de março de 2013, contra redução de 2,4% do país, com taxas negativas em dez dos quatorze locais pesquisados.

 

No acumulado do primeiro trimestre de 2014, o emprego nas unidades industriais do Paraná caiu 2,8%, versus contração de 2,0% para o Brasil, com taxas negativas em onze dos quatorze locais investigados. As maiores quedas na média global vieram dos setores de máquinas e aparelhos elétricos e eletrônicos (-31,5%), vestuário (-8,5%), borracha e plástico (-6,6%), metal (-6,3%) e minerais não-metálicos (-3,9%).


Em relação à folha de salários reais, o setor industrial do Estado expandiu 3,9%, diante aumento de 2,1% em âmbito nacional. Em horas pagas, a indústria paranaense encolheu 4,0% no acumulado de 2014, ante recuo de 2,3% para o país, sendo que apenas a região norte e centro-oeste (2,0%), Rio de Janeiro (0,9%) e Santa Catarina (0,5%) registraram resultados positivos neste indicador.


No acumulado de doze meses, encerrados em março de 2014, os estabelecimentos manufatureiros do Paraná mostraram desaceleração de 1,0%, frente retração de 1,4% para o Brasil. As únicas variações positivas nesse tipo de comparação foram observadas em Santa Catarina (0,7%) e região norte e centro-oeste (0,7%). Os ramos que mais contribuíram para a redução do emprego industrial nos doze meses foram máquinas e aparelhos elétricos e eletrônicos (-22,0%), metal (-5,1%) madeira (-5,0%), minerais não-metálicos (-2,7%) e borracha e plástico (-2,6%).


Em relação à folha de salários reais, o setor fabril do Estado registrou aumento 1,3% em doze meses, ante alta de 1,4% em âmbito nacional. Em horas pagas, a indústria paranaense encolheu 2,0%, contra retração de 1,4% para o país, com taxas positivas apenas na região norte e centro-oeste (1,2%), Santa Catarina (1,2%), e Rio de Janeiro (0,9%).


Diante desses resultados, o recuo do nível de emprego industrial é generalizado no Brasil, devido às incertezas dos empresários em relação ao futuro da política econômica, principalmente no que diz respeito aos fatores de instabilidade, resumidos na aceleração da inflação, do déficit público e dos desequilíbrios das contas externas. Tal quadro se traduz na postura defensiva dos agentes produtivos, comprime as expectativas de lucro e provoca o adiamento dos projetos de investimento, interferindo negativamente no desempenho do mercado de trabalho.

 

 

Fonte: Bem Paraná, 14 de maio de 2014

 

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