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Taxa de desemprego juvenil é o triplo da de adultos na América Latina

Em 2011, 13,9% dos jovens de 15 a 24 anos não tinham emprego, diz OIT.
Na faixa etária de 25 anos ou mais, a taxa caiu para 4,6% no mesmo ano

 

A taxa de desemprego juvenil na América Latina representa mais que o dobro da taxa geral e o triplo da de adultos, aponta relatório divulgado nesta quinta-feira (13) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O estudo, chamado “Trabalho decente e juventude: políticas para a ação”, compara dados entre 2005 e 2011.

 

O texto destaca que ao final de 2011 o desemprego entre jovens de 15 a 24 anos na região chegou a 13,9%, sobre a taxa inicial de 16,4% em 2005. Na faixa etária de 25 anos ou mais, a taxa caiu de 5,7% no início do período para 4,6% em 2011.

 

A taxa de desemprego geral, ou seja, entre pessoas a partir de 15 anos, caiu de 8,1% em 2005 para 6,5% em 2011. No caso do Brasil, ela passou de 9,3% em 2005 para 6,7% em 2011.

 

No Brasil, diz o estudo, a taxa de desemprego entre os jovens de 15 a 24 anos é superior à média da região, e ficou em 15,3% em 2011 (queda sobre a de 19,4% em 2005). Na faixa etária de 25 anos ou mais, ficou em 4,6% no Brasil em 2011, a mesma da região, diz.

 

Na Bolívia, por exemplo, a taxa entre jovens em 2011 era de 6,2% e na Argentina, de 18,7%. Na Colômbia, estava em 21,9% em 2011.

 

"Ainda que a taxa tenha baixado de 16,4% em relação a 2005 [para 13,9%], os trabalhadores de 15 a 24 anos continuam enfrentando dificuldades para encontrar um emprego, e mais ainda um emprego de qualidade", diz o texto.

 

O estudo destaca a diferença entre homens, com taxa de 11,4%, e mulheres jovens, com índice de 17,7% ao final de 2011 na América Latina.

 

Os jovens representam 43% do total dos desempregados da região.

 

Desigualdade


O relatório mostra, ainda, a desigualdade entre pobres e ricos. A taxa de desemprego juvenil está acima de 25% considerando somente setores de menor renda, mas fica abaixo de 10% para os de maior renda.

 

Na América Latina existem cerca de 108 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, dos quais cerca de 56 milhões fazem parte da força de trabalho, diz.



De acordo com a OIT, contudo, um dos problemas mais preocupantes são os cerca de 21 milhões de jovens que não estudam nem trabalham, sendo que aproximadamente um quarto desses jovens buscam trabalho, mas não conseguem ser empregados e cerca de 12 milhões dedicam-se a afazeres domésticos (mulheres jovens, na maioria dos casos).

 

A porcentagem de jovens que somente estudam aumentou de 32,9% em 2005 para 34,5% em 2011.

 

Informalidade e previdência


Com relação à qualidade do emprego, o estudo aponta que 55,6% dos jovens ocupados na região só conseguem emprego em condições de informalidade, o que geralmente implica baixos salários, instabilidade laboral e carência de proteção e direitos. O relatório diz que 6 de cada 10 empregos gerados para os jovens são informais.



O texto aponta que somente 37% dos jovens contribuem para a seguridade social de saúde, e 29,4% para o sistema de aposentadorias.

 

Dos jovens que são assalariados, apenas 48,2% têm contrato assinado, em comparação com 61% dos adultos.

 

"A situação de crescimento econômico com emprego registrada nos últimos anos na América Latina não foi suficiente para melhorar o emprego dos jovens, que continuam enfrentando um cenário pouco otimista, no qual persistem o desemprego e a informalidade", alerta a organização, no texto.

 

Fonte: G1, 14 de fevereiro de 2014

 

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